Experiências com as quatro melhores coisas da vida: Comer e Viajar

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O ridículo, a afetação e os altos preços

O jantar custou R$ 5.000 por pessoa e teve um "bom resultado", com comida cheia de "surpresas e novidades, tudo instigante e curioso", segundo o relato do crítico da "Folhasp", Josimar Melo. Mas afetação à parte, não convenceu o crítico "leigo" Ivan Finotti, que o jornal mandou para fazer a cobertura alternativa do evento. Sem distinguir a afetação incluída nos pratos que deviam ter mais grife e que gosto, o relato de Finotti foi de que serviu-se comida demais e que precisou de dois envelopes de sal de frutas para dormir.

Faltou um pouco mais de observação objetiva do crítico leigo, uma descrição mais realistas dos pratos e dos sabores que custaram tão caro e que deixou os "foodies" (palavra horrível) babando. Mas sua participação já foi uma iniciativa sensacional da Folha para ridicularizar a afetação de quem acha algo bom só pela marca, pelo preço, pela enorme frescura.

O Monstro não duvida que a comida fosse de fato boa, mas duvida que valesse o preço de ir a Paris comer diretamente em qualquer bom restaurante de lá. É um daqueles eventos mais para "ser visto" de que para sentir algum sabor especial de alguma comida fantástica. Como disse o G1, ali importa mais o nome do chef de que a comida. Melhor não.

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