Experiências com as quatro melhores coisas da vida: Comer e Viajar

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais fumaça

Outro dia as costelinhas de porco compradas no açougue foram defumadas em casa, depois ficaram 45 minutos na panela de pressão com vinho e legumes e foram servidas no almoço com uma polenta cremosa.

O melhor do bairro

O intercâmbio cultural é o ponto mais alto de receber gringos em casa no sistema de couchsurfing. Sempre se conhece melhor a cultura do país de origem do visitante, que às vezes traz presente (queijo italiano, chocolate belga, vinho francês), outras vai para a cozinha fazer algo com um tempero estrangeiro. Quem recebe também discute a comida local, indica restaurantes e às vezes até sai junto.

Quando recebeu um casal de belgas na última semana, o Monstro aproveitou o almoço com eles para apresentar o rodízio de carne (que sempre enlouquece os europeus carnívoros) a um baixo preço, e resolveu visitar a grande surpresa do Guia da Folha dedicado aos melhores estabelecimentos de São Paulo.


A pesquisa com pessoas na rua, não a dos chatíssimos críticos gastronômicos, apontou que o melhor restaurante da região central da cidade é o Angélica Grill, churrascaria normalmente apontada como decadente pelos paulistanos. O que importa, entretanto, é que o preço é baixo, o local é de fácil acesso e a comida é bem apresentável, sim.

Claro, nada do atendimento impecável da Fogo de Chão, nem nada que possa ser considerado uma gastronomia criativa e diferenciada, mas o rodízio com bebida e serviço sai por menos de R$ 30 por pessoa, quase um terço da mesma conta na churrascaria mais premiada da cidade. E o churrasco não é só um terço do outro.

Na visita recente, ao meio dia em ponto, a mesa de frios estava bem organizada, as saladas verdes e frescas, e havia opções bem variadas com qualidade (mas o Monstro ficou longe dos sushis, da comida árabe e da paella que eram oferecidos). A carne era bem variada, incluindo, além dos cortes mais tradicionais (e fáceis, sempre ok, como a picanha), uma paleta de cordeiro razoável, uma costela de porco deliciosa, um bom cupim, tudo para se sair satisfeito não só pela quantidade de comida e baixo preço.

A premiação do Angélica Grill demonstra o quanto o gosto e a vontade popular destoam do que dizem os críticos que não pagam a conta no final da refeição. O preço pago é, sim, muito importante. E para quem tenta entender um pouquinho de comida, o gosto popular não chega a ser nada vergonhoso, apenas mais simples e menos pedante.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pizzaria do monstro

Depois de mais um domingo de pizza, o que sobrou da massa foi aberta e recheada com calabresa fatiada, mussarela, parmesao, oregano e alecrim. A massa foi enrolada e virou um delicioso pao recheado.

Via celular

domingo, 19 de julho de 2009

Biscoitos de vinho

Biscoitos caseiros, preparados com aveia e vinho do porto. Leva uma xícara de farinha normal, outra de farinha de aveia, meio tablete de manteiga, uma dose de vinho do porto, meia xícara de açúcar normal e outra metade de mascavo. Mais um toque de canela, outro de noz mosacda e um pouco e fermento e de bicarbonato.

Via celular

sábado, 18 de julho de 2009

Pão de gorgonzola

A mesma receita de pão de queijo gigante ali de baixo, mas dessa vez com gorgonzola batido no liquidificador. Ficou meio estranho pela cor esverdeada, mas ficou mais cheiroso e mais leve, por ter levado mais fermento.

Via celular

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Brasa lenta

Visita passada do monstro ao argentino La Frontera, do lado do cemiterio da consolaçao. Excelente pernil de leitao assado lentamente e servido com pure e farofa de pao italiano, prato que foi dividido em duas pequenas porçoes.

De entrada, umas bruschetas de cebola caramelizada com pistaches e uvas, bem diferente, adocicado e nmuito bom. Teve ainda sobremesa e vinho e saiu por pouco mais de cem reais.

Enviado do meu Smartphone Windows Mobile®.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ação entre amigos

Nada é pior no mundo da comida de que a rasgação de seda entre amigos. Ela acaba com o senso crítico, acaba com as opiniões, com os gostos pesoais, e se torna pura puxação de saco gratuita e desnecessária, que, quando veículada na imprensa, compromete o comedor comum, deixado de lado para que os "grandes" troquem elogios entre si (Para mais informações, é só dar uma olhada no Boteco do JB - que, não, não é amigo do Monstro, mas é chef de cozinha e faz exatamente esta crítica da crítica, às vezes de forma até exagerada, mas aparentemente sincera)...

Então vem Nina Horta, talvez a mais aclamada cronista da gastronomia brasileira, usar sua coluna da "Folha" desta terça para elogiar o inelogiável. Admitindo não conseguir fazer uma análise objetiva do seu amigo, começa a falar bem do péssimo programa de Josimar Melo, o "Guia" - chama de "ágil" e "inteligente" uma edição perdida e sem lógica, defende que o queridinho dela não é esnobe, mas que realmente é difícil encontrar boa comida nas ruas de Paris (!?), e finaliza com o clichê de que vida de crítico não é fácil (!?). Tem hora que é melhor não falar nada.

O Monstro não quer parecer ranzinza, nem está fazendo campanha contra o crítico de comida da Folha, que nem conhece, mas usa este pequeno espaço livre na internet para desabafar sobre o que o incomoda. Novo nessa área de comida, sente nojo do climinha "ação entre amigos" de quem mexe com gastronomia e mídia - chefs sobrevalorizados, críticos de ego inflado, blogs e imprensa movidos a jabá (não a boa carne seca) geram uma crítica sem crítica, um ambiente que dá mais importância a nomes e marcas de que a gostos (algo parecido com o que já existe também na academia). Afinal, quem teria coragem de criticar o crítico de gastronomia mais "importante" do país, ainda mais em seu próprio território midiático?

Ainda bem que a tecnologia permite que qualquer comedor, como este que escreve, também diga o que pensa, sem amarras, sem rabo preso. Não tem a mesma influência de quem está no maior jornal do país, mas tem mais independência e liberdade. Melhor assim.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mordendo a língua

É o ingrediente mais feio e de textura menos apetitosa com que o Monstro já trabalhou na cozinha, mas a curiosidade de preparar uma língua bovina em casa foi maior de que qualquer tipo de nojo – quem trabalha com cozinha não pode ter frescura com esse tipo de coisa!

Não foi a primeira vez que comeu a peça (tratada muitas vezes como víscera, por mais que seja mais músculo mesmo). Já havia experimentado em casa, visto servida em restaurantes, mas uma pesquisa de receitas pela internet levou a descobrir que não é algo tão comum assim de se comer pelo mundo, ao menos não no mundo interligado em língua inglesa.

Entre as dicas descobertas, tentou dar uma fervura rápida, de cinco minutos, para soltar a pele da língua, que deve ser descartada. Não funcionou, e ele precisou tirar a pele cortando direto na carne. A peça foi então à panela de pressão com cebola, tomate, cenoura, vinho branco, ervas e um pouco de água para completar o líquido.

Depois de 35 minutos, a peça estava amaciada, mas merecia mais uns 15 minutos para ficar completamente macia. O molho ficou uma delícia, assim como os legumes, mas a carne, que tem uma textura naturalmente emborrachada, poderia ter ficado mais macia. Mais de que o sabor propriamente dito, a textura é o que marca a língua bovina, cujo gosto não foge tanto a outros tipos de carne.

Não foi a melhor primeira experiência com uma peça de carne, mas o Monstro ainda tenta novamente.

Anchova fumante

Mais uma brincadeira com o defumador caseiro. Desta vez o esfumaçado foi um peixe inteiro, uma anchova de 700 gramas comprada no supermercado já limpa e tratada. Ela foi rapidamente marinada em um molho de tomates batidos com cebola, alho, azeite e manjericão e defumada por 25 minutos.

Ficou bem assada e com o sabor de fumaça bem homogêneo, mas não foi servida inteira. Em vez disso, o Monstro triturou a carne defumada e preparou com arroz, que absorveu ainda melhor o sabor do processo e do molho de tomate.

Pescaria

A parte de peixes do supermercado Zaffari estava bem boa na última vez em que o Monstro passou por lá. Tanto que, além dos saramunetes (trilhas) de que já falou abaixo, vieram ainda uma anchova (que virá em seguida) e uma tainha. Este último tinha um quilo e custou R$ 7. Em casa, o Monstro a preparou no forno, com castanhas de caju.

Primeiro preparou um tempero com manteiga clarificada, azeite, sal, pimenta, mostarda dijon e as castanhas. Espalhou por todo o peixe e colocou em uma grade dentro da assadeira, forrando a parte de baixo com legumes.

Depois Del quase uma hora assando em forno baixo, as castanhas ficaram crocantes, o peixe incorporou bem os temperos e a cebola, a batata e a cenouras foram cozidas com o caldo que escorreu do peixe, ficando um acompanhamento de personalidade e textura para a tainha.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia da pizza

Eles não iam nem jantar, mas era um dia depois do Dia da Pizza e Jamie Oliver apareceu na TV lembrando o quanto é fácil e divertido fazer a massa dela em casa... Pizza para a janta.

Farinha e água, azeite e fermento, descanda uma hora, abre, recheia, assa e serve.

Primeiro a pizza branca preferida da esposa. Só com azeite, alecrim, tomilho e manjericão.
Depois uma marguerita com o molho de tomate batido na hora, com cebola, alho, azeite e manjericão.
Por último, uma doce, com belos morangos e a nutella feita em casa.

O pão de queijo gigante

O programa matinal da Rede Record é sempre a atração da TV na pequena academia de ginástica em que o Monstro corre na esteira. Outro dia, enquanto lutava para tirar as calorias de uma vida de excessos, ele assistia à preparação do que seria o próximo excesso a ser ingerido, um pão de queijo gigante.

Pausa para explicação. O autor deste blog é completamente viciado em pão de queijo, que pode perfeitamente ser visto como um dos principais responsáveis pelo seu sobrepeso (apesar de a exposição do Diário mostrar que não faltam responsáveis para isso). Fã de pãezinhos bons e até mesmo dos ruins, ele não resistiu ao ver a receita para o pão gigante, que nada mais é de que uma receita de bolo salgado usando polvilho doce no lugar de farinha de trigo.

Receita simples: 3 ovos, 3 xícaras de polvilho, 1 de leite, meia de óleo, um pacote de queijo parmesão, uma pitada de sal e fermento químico. Bate tudo e manda pro forno. A aparência é de bolo, mas a textura é de pão de queijo, com aquele miolo consistente e um pouco emborrachado. É mais fácil, rápido e barato de que comprar os pãezinhos prontos e congelados – e melhor também.

Na trilha do saramunete

Pseudupeneus maculates: um peixe pequeno, avermelhado por fora, delicioso quando servido frito e que recebe um nome diferente em cada lugar.

No supermercado de São Paulo, ele é “trilha”, mas o Monstro passou a infância comendo no Recife como se fosse “saramunete”, uma adaptação do nome “salmonete”, talvez por sua coloração, e que em alguns lugares aparece chamado de “saramonete”. Em inglês é "red goatfish", e, segundo um banco de dados de informações científicas sobre peixes, pode ainda ser chamado de "beija-moça", "canaiú", "pirametara", "salamonete", "salmão-pequeno" e salmonejo" - mas é tudo o mesmo bicho.

E é barato. Por cerca de R$ 7 é possível comprar um quilo. Aí é só levar para casa, lavar bem, temperar com limão, pimenta do reino e sal, passar na farinha de trigo para formar uma pequena camada e jogar numa frigideira com alho e óleo (o Monstro usou bem pouco óleo, de amendoim, e funcionou bem). Coisa de pouco mais de 5 minutos e servir... Delicioso, embora seja preciso ter cuidado com as espinhas (ou com os espinhos, como se diz em São Paulo).

Qualquer barzinho do Recife que tenha peixe oferece desse peixe, sempre barato também, mas com o problema de ser trabalhoso para não se engasgar. Mesmo assim, depois de frito o filé solta fácil, vem suculento e delicioso.

Há quem diga que o gosto lembra o de camarão, o que pode ser visto de forma exagerada. De fato é uma carne de muita personalidade, que não se compara muito com os outros peixes e que deixa o Monstro com aquela saudade dos botecos da infância (O Guaiamum Gigante que aguarde as férias dele em setembro).

domingo, 12 de julho de 2009

Cadê a informação?

Josimar Melo tem uma vida muito boa, e isso é tudo o que sabemos depois de meia hora de programa na TV. Recém-terminada a estreia do seu "Guia", cópia do que Anthony Bourdain já faz há anos de forma muito mais competente, perdemos 30 minutos sem receber nenhuma informação além do fato de que a National Geographic paga para ele viajar, ficar em bons hotéis, puxar o saco de chefs premiados, comer pratos que valem "mil reais em trufas" e não dizer nada que possa servir a quem está assistindo, além de "u la la" e "aqui tem mil reais de caviar".

O programa é corrido, não dá tempo de pensar (nem teria sobre o que pensar, de tão pouca informação), Josimar fala mais rápido de que qualquer amigo pernambucano do Monstro e o roteiro parece perdido e sem rumo. No começo, o negócio é reclamar, como se, apesar de Paris ser a capital da gastronomia, só prestasse o que é feito pelos grandes chefs, como Ducasse. Kebab, crepe, pain au chocolat, por mais que em qualquer esquina seja melhor de que nas grandes padarias paulistanas, tudo ele faz questão de dizer que é "uma bomba".

Aí ele vai falar com o povo do Michelin, e não tem nenhuma discussão sobre a importância dos guias, a influência deles, nada, só uma troca de simpatias com o diretor do guia francês. A conversa com Alain Ducasse, em seguida, é vergonhosa, de tão pouco senso crítico ( e ele ainda fala mal da imprensa brasileira - deve ser autocrítica... E olha que, segundo o site do canal, é o "crítico gastronômico mais importante do Brasil", quem quiser que engula).

Meia hora e vários chavões à la "é o meu trabalho" depois, termina a "bomba" que é este "Guia". Não sabemos detalhes sobre o que ele comeu, sobre os sabores, sobre a história, sobre o método de preparação, sobre onde encontrar, sobre absolutamente nada, a não ser que Josimar Melo tem uma vida boa e recebe para ter um canal importante organizando uma bela viagem para ele... Ou uma série de belas viagens.
Mas o Monstro não vai ver mais nenhuma delas. Melhor voltar para o muito mais simpático Bourdain ou mesmo para o fantástico Andrew Zimmern do "Bizarre Foods" - ele, ao contrário, vive bem, mas dá informações e fala bem de qualquer comida, lembrando-nos da importância do contexto, já que comer crepe preparado por um imigrante na França, onde há tantos imigrantes, não pode ser visto como uma coisa negativa, mas sim natural. Na viagem de qualquer pessoa comum, tudo parece melhor naturalmente (mesmo o crepe da polonesa ou o gyros de frango), a não ser que o objetivo seja mostrar que se tem uma boa vida, passar na cara e fazer inveja, independente de ser competente ou simpático, ou não.

sábado, 11 de julho de 2009

Explosão em domicílio

A explosão de bacon, aquele prato em que um quilo de bacon é recheado com um quilo de linguiça recheada com bacon frito (ufa, a artéria começa a fechar só de pensar nisso tudo), agora pode chegar pelo correio. Uma vez que o processo de preparação pode ser um pouco complicado para fazer em casa, o site dos viciados em churrasco dos EUA oferece uma versão pra entrega na casa das pessoas. Uma porção inteira, para servir até 12 pessoas, custa US$30. Para morrer de ataque cardíaco de uma vez, tem uma promoção. Compre 2 e pague somente US$ 50. Se entregasse em São Paulo, o Monstro comprava.

Nutella à moda

Inventar de fazer creme de chocolate com avelã em casa, numa receita semelhante à popular Nutella, não chega a ser uma forma de economizar dinheiro. É provável gastar mais de que o preço de um pote industrializado, mas o sabor que se alcança é mais personalizado, portanto, melhor.
Fazia dois anos que o Monstro havia visto uma primeira receita como esta, no blog do Zen, via Tastespotting, mas ele complicava algo que poderia ser mais simples. Atualmente há várias outras receitas diferentes na mesmo agregador.

O próprio Carlos Dória, do eBoca-livre, com quem havia discutido virtualmente a questão do leite condensado, também entrou na crítica da ditadura da Nutella, até com mais razão neste caso, pelo gosto do Monstro. O creme industrializado é altamente popular não só no Brasil, mas nos EUA e na Europa. Em Paris, com sua defesa dos bons produtos culinários, o crepe de Nutella é quase unânime, portanto, ruim (especialmente com aqueles crepes preparados horas antes a apenas requentado ao gosto do turista “trouxa”). A receita do Dória, ao contrário da do Zen, era a mais simples: chocolate e avelã. Ele fala ainda da origem da combinação, gianduia, como é chamada na Itália.

O Monstro nem é tão fã do creme, mas tem uma esposa louca por avelãs, que merecia uma bajulada. Decidiu então criar uma receita própria, intermediária. Usou avelãs (100 gramas, torratas e descascadas em casa), chocolate meio-amargo (só meio, 41% de cacau, para não ficar tão pouco doce) e um pocuo de creme de leite por brilho e consistência.

As avelãs foram compradas no Natural da Terra (R$ 4 por pouco mais de 100 gramas). O chocolate usado foi Hershey’s e o creme de leite fresco (só meia xícara. Assou as nozes no forno, descascou (a esposa, na verdade), e triturou no processador. Juntou o chocolate aos pedaços e triturou tudo junto. No final, esquentou o creme de leite e jogou dentro do mesmo processador, até ficar homogêneo. Ah, e seguiu dicas de colocar uma pitada de sal, que dá um gosto mais intrigante ao doce.

Custou quase R$ 8, mas rendeu duas boas porções de sabor mais intenso e mais consistente de que o industrializado. Depois de resfriado, o creme ficou um pouco além do ponto de consistência, e talvez valesse pegar um pouco mais de creme de leite, mas ainda assim funciona muito bem. Ah, e com processador caseiro, ele fica mais granulado também, e não se chega a um creme completamente homogêneo, sendo possível perceber os pequenos pedaços de avelã no meio da nutella caseira.

Meio italiano bom

Restaurantes que tentam se adaptar à realidade de fast food muitas vezes parecem ser apenas metade de um verdadeiro estabelecimento que serve comida. Por mais que a comida possa ser boa, e às vezes o preço seja inteiro, falta o clima e o tratamento de um bom restaurante de verdade.

De folga, tinha coisas a resolver no shopping Pompéia e resolveu fugir da praça da alimentação e experimentar o Andiamo, italiano um pouco mais arrumado e fora do local onde se concentram os restaurantes do centro comercial. A chamada do prato do dia dava ideia dos preços, em torno de R$ 30 a R$ 40 por prato.
Pediu um raviolini verdi, raviólis recheados com mussarela de búfala e coberto do um molho de tomate e manjericão que eles chamam de molho Andiamo. A massa estava muito boa, tinha sabor e consistência, e o molho também estava bem cuidado, mas nada muito delicado. O prato custou R$ 31 e era imenso, o que acabou deixando o excesso de tomate e queijo um pouco enjoativo. Poderia ter sido dividido.

A esposa comeu um escalope de filé com pene ao funghi. Prato igualmente grande demais, por R$ 36. Teria funcionado melhor pedir uma entrada e um único prato para duas pessoas. Isso torna o restaurante ainda mais atraente, especialmente na quarta e na quinta-feira, quando os pratos do dia (polpetone e nhoque com ragu de ossobuco) são mais interessantes.

Mais um ponto para o restaurante é que a carta de vinhos é pequena, mas com ótimos preços. Vinhos simples são oferecidos por preços em torno de R$ 35, o que é bem acessível (meias-garrafas desde R$ 12). A refeição completa, com vinho e café, custou R$ 120, o que é muito para um “almoço comercial”, mas a comida estava boa, teve vinho, e quando voltar vai pedir apenas um prato para não levar o pagamento a três dígitos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Banquete esfumaçado

Era preciso explorar melhor as propriedades do defumador ganho de presente. A panela vem acompanhada por algumas informações sobre a forma de usar, mas acaba sendo um pouc cifrado, e cabe a cada cozinheiro tentar descobrir como usar melhor. Entre as dúvidas, o defumador vem acompanhado por um minifogareiro (tipo aqueles de fondue), que pode ser usado como fonte de calor no lugar do fogão. Uma boca do fogão também é uma opção, assim como o próprio forno.

O primeiro teste foi no preparo de uma entrada. Sardinhas compradas frescas e tratadas foram defumadas puras, sem nenhum tempero, e usando o fogareiro com álcool de cozinha, que mantém o fogo por pouco mais de 20 minutos e funcionou bem. Sem nenhum tempero as sardinhas ficaram deliciosas, e foram servidas em minibruschetas com ervas, cebola frita e azeite.
O segundo teste era para fazer a refeição, o jantar. Dessa vez foi defumada uma bela peça de truta salmonada, bem fresca, bem vermelha, temperada com sal, pimenta e coberta com uma bela camada de dill. O salmão foi preparado na boca do fogão, também por pouco mais de 20 minutos. A cor dele ficou impressionante, a pele ficou um pouco emborrachada, e o sabor de fumaça bem intenso, uma delícia.


Essa peça de peixe foi triturada, refogada com cebola e acompanhada por creme de leite fresco, para fazer um molho para massa.

A massa havia sido preparada mais cedo, na máquina que também foi presente para a cozinha do Monstro. A receita foi bem tradicional: ovos e farinha de trigo, mas dessa vez acompanhada ainda de amêndoas batidas, para dar um toque especial. As amêndoas deram mais perfume e cor de que sabor propriamente dito, mas a massa ficou excelente, bem fininha, de cozimento rápido.