Experiências com as quatro melhores coisas da vida: Comer e Viajar

sábado, 29 de novembro de 2008

Ataque a Buenos Aires - Meia-lua

Eis um café da manhã numa das dezenas de cafés de Buenos Aires. Por 20 pesos (R$ 14), toma-se um bom café com leite acompanhado por meias-luas e um pouco de suco de laranja.

Este croissant tradicional na capital argentina é mais fino e ressecado de que o que se espalhou no resto do mundo desde a França. Mesmo assim, não chega a ter uma massa de pão simples e é formado por camadas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ataque a Buenos Aires – Mais bifes

Por conta do horário de verão, que prolonga o dia na capital argentina, o almoço de domingo não foi servido ao Monstro antes das 18h. Foi só depois de uma longa caminhada e de algumas cervejas num bar à beira do rio em Puerto Madero que voltou a San Telmo para comer no Viejo Gomez. A indicação era do “Clarín”, principal jornal da cidade, que apontava o local como um dos melhores churrascos de Buenos Aires.

Apesar de mais modesto e barato de que o La Cabrera, onde o Monstro jantou na noite anterior, o Viejo Gomez faz boas carnes na parrilla, e tem uma atendimento mais atencioso de que o outro, lotado.

O calor evitou que fosse pedido um vinho tinto. Em vez disso, preferiu experimentar o Clerico, uma espécie de “sangria”, mas com vinho branco. Misturado a uma salada de frutas com morango, kiwi, manga, abacaxi, laranja e maçã, ele fica gelado e refrescante.

Mas não dava para comer menos carne porque estava quente. Então pediu-se logo uma parrillada de bifez, uma bandeja com vários cortes diferentes, incluindo o tradicional bife de chorizo, o delicioso ojo de bife e lomo, o filé menos saboroso que as outras carnes. O prato para duas pessoas acompanhava batatas fritas, salada de rúcula e custava 89 pesos, cerca de R$ 70, para comer até passar mal.

Ataque a Buenos Aires – Calor, muito calor

Como é quente o verão portenho. Com poucas árvores, o centro da cidade pode se tornar um local bastante inóspito entre o meio dia e as 20h (não escurece mais antes das 21h15 nessa época do ano). Ainda bem que em quase a cada dois quarteirões da cidade existe uma filial da excelente rede de sorveterias Freddo. Nas caminhadas pela região central da cidade, incluindo o bairro de San Telmo e da área da plaza de Mayo, o Monstro encarou a pequena fila para conseguir a iguaria.

Apontado pela crítica local como o melhor sorvete “artesanal”, Freddo foi criada em 1969, na avenida Callao, e já tem mais de 35 filiais na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

Entre algumas opções de frutas e cremes, a especialidade: mais doce de leite. O copo pequeno custa 9 pesos (menos de 7 reais) e é bastante grande para dar tempo de derreter e escorrer pela mão por conta do calor da cidade.


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ataque a Buenos Aires – Carnes, carnes, carnes

A indicação de uma reportagem de um ano antes no “New York Times” levou o Monstro a um restaurante lotado, cheio de turistas, mas com poucos brasileiros, praga que assola a capital argentina. O primeiro jantar da viagem foi no La Cabrera, na rua que leva o mesmo nome e que corta parte do bairro de Palermo.

Foram 40 minutos de espera, de pé na fila, mas ao menos recebendo espumante de graça para ajudar a passar o tempo.

Ao sentar, numa mesa da calçada em pleno calor do verão portenho, a idéia não era se apressar, então começou pedindo um bom vinho e uma provoleta como entrada. O queijo provolone vai à brasa com orégano fresco e fica com uma crosta fininha deliciosa com o recheio derretido. Ao contrário das que se preparam em casa, o sabor do queijo se sobrepõe sem que azeite dispute a atenção – perfeito.

A bebida escolhida foi uma indicação do restaurante, um Telteca Antá preparado com uvas malbec na região de Mendoza, muito aromático e de gosto suave, mas marcante. Até o fim do jantar já tinha sido necessário pedir uma segunda garrafa, para transformar o jantar numa grande farra etílica (cada uma por 45 pesos – pouco mais de R$ 30).

Para o prato principal, não dava para inventar muito: Bife de chorizo. O corte que pega o equivalente ao contra-filé dos açougues brasileiros é um clássico argentino, macio, muito saboroso e com uma boa capa de gordura.

No La Cabrera, a peça serve a duas pessoas e é imensa, parece um tijolo, e assada à perfeição em fogo forte. O exterior fica bem assado, mas o interior fica vermelho, sangrando e cheio de sabor. Havia uma série de pequenos acompanhamentos em torno da carne, mas todos foram inutilizados de tão saborosa estava a atração principal.

Toda a conta saiu por 200 pesos, o equivalente a cerca de R$ 140, incluindo entrada, prato principal, sobremesa e duas garrafas de vinho.

Ataque a Buenos Aires – Panqueques

A sobremesa da primeira refeição em Buenos Aires, no último fim de semana, merece atenção especial e um post próprio. Ainda no El Preferido de Palermo, onde comeu milanesas, o Monstro pediu panqueques com dulce.

Apesar de não ser um lugar refinado, nem ter uma culinária delicada, o restaurante serviu dois deliciosos crepes recheados com doce de leite e cobertos com pedaços de chocolate amargo. A massa dos crepes estava fresca e fina, e o doce argentino é fenomenal.

O surpreendente é que a sobremesa custou o dobro do que custaram os bifes que serviram de almoço, 22 pesos.

Ataque a Buenos Aires – O preferido

O Monstro desembarcou no último fim de semana em Buenos Aires para um rápido ataque de cinco dias à capital argentina. Mesmo em tempos de caos na economia global e de alta no dólar, viajar para passar uns dias na Argentina ainda sai mais em conta de que ir a muitos lugares dentro do Brasil.

Antes de chegar ao principal atrativo da gastronomia local, os churrascos, ele começou a tarde do sábado com um rápido lanche igualmente popular por lá, as milanesas.

O local escolhido foi um restaurante em estilo bodega, sem grandes atrativos, na avenida Jorge Luis Borges, em Palermo: El Preferido de Palermo.

Dois bifes empanados pequenos, fininhos, crocantes e muito saborosos por apenas 11 pesos (R$ 7,50). Não chegava a ser uma refeição, mas, acompanhado de um vinho básico e igualmente barato, era só uma desculpa para segurar até o grande jantar da noite.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Monstro na moda

Não tem economia de carne no hambúrguer do recém-inaugurado em São Paulo PJ Clarke’s. O grande pedaço que recheia o sanduíche oferecido por lá tem gosto simples, natural, delicioso sem precisar apelar para recheios mirabolantes.

Foi uma surpresa para o Monstro ver que uma sanduicheria estadunidense era a maior novidade da cidade logo que ele voltou do país durante a terceira edição do Mordidas Políticas. Durante sua viagem, ele provou algumas dessas variedades que investem no tamanho do sanduíche como forma de se destacar.

O hambúrguer do PJ se iguala a alguns desses originais. O Monstro visitou a casa no final da tarde desta sexta-feira, quando o local ainda estava vazio, apesar do grande hype desde sua abertura. Do cardápio simples e direto, pediu a porção com três minihambúrgueres, cada um com uma variedade diferente de queijo acompanhando, como numa degustação. A carne veio no ponto certo, ainda vermelha e sangrando, e com muito sabor. Os queijos (com destaque para o emental, e o americano) deixam seu sabor evidente, apesar de serem quase ignorados pelo enorme pedaço de carne.



A Esposa pediu o sanduíche “carro-chefe”, o cadilac, que é o hambúrguer servido aberto em tamanho natural com queijo e bacon, além de salada. Os dois pratos custaram R$ 26, cada. O preço é um pouco acima da média dos sanduíches da cidade. Não dá para dizer que não vale, mas é preciso esquecer que é apenas um "lanche" e encarar o hambúrguer como uma refeição, um jantar propriamente dito.

O acompanhamento foi a batata “da casa”, que em vez de frita em palitos vai ao forno com cebola caramelizada e fica molinha e muito saborosa, até adocicada, perfeita para acompanhar grelhados.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tempero de avelã

As crises alérgicas da Esposa agora só permitem que ela coma camarões, seu prato preferido, em casa. Então cabe ao Monstro criar novidades com esses crustáceos, como fez na noite de quarta-feira.

Meio quilo de camarões médios já tratados havia sido comprado na véspera no mercado municipal. Em casa, os bichos foram lavados, temperados com sal e pimenta do reino, passados na farinha de trigo, no ovo batido e cobertas com avelãs em pó. O ingrediente que foi usado pela primeira vez em um bolo desta vez entrou numa receita salgada.

O Monstro então fritou de forma rasa os camarões empanados na manteiga e serviu junto com um molho do próprio crustáceo com um pouco de queijo gorgonzola.

Os camarões ficaram levemente crocantes e com um gosto bem inovador, diferente, fora do comum. As avelãs combinaram bem com o sabor do prato como um todo. A receita só deixou a sensação de que camarões maiores teriam um resultado melhor.

A volta do assadeiro

Poucas formas de preparo de comida divertem tanto o Monstro quanto o forno. Sempre que o dia está livre, que vai receber gente, ele busca formas de fazer um prato desta forma, trabalhando longamente o fogo e os temperos – Eis a vocação de um assadeiro.

Foi assim no último fim de semana, quando recebeu parentes em casa. A véspera foi o momento de ir ao açougue, comprar uma costela gaúcha de 4,5 quilos tratada para o forno, depois ir ao mercado comprar temperos.
Em casa, o processador ajudou a preparar uma pasta com cebola, tomilho, alecrim, cenoura, salsa, cebolinha, alho, cominho, pimenta e mostarda. A mistura foi besuntada na carne, que foi mergulhada em duas garrafas de vinho tinto e ficou marinando por quase 24h.

No dia seguinte o Monstro acordou cedo. Era preciso colocar a carne no forno às 8h para poder ter um almoço tardio. Foram mais de 6 horas de forno baixo até que a carne fosse servida, macia, bem incorporada de todos os sabores, acompanhada de um caldo intenso.

A costela foi acompanhada por um purê de mandioquinha bem simples, quase adocicado, e leve, dando contraste sem roubar a atenção.

Porco moído

A visita ao restaurante de comida brasileira Tordesilhas, em São Paulo, deixou inspiração no ar. Aquela entrada, bolinhos de pernil de sabor intenso, tinham que ser repetidas alguma hora.

Era um desses almoços comuns, mas em vez de usar a carne de porco de uma forma mais convencional, o Monstro passou ela no processador e temperou com mostarda dijon, azeite, alecrim, sal grosso, pimenta do reino, salsa, alho e um ovo, acertando a consistência com um pouco de farinha de rosca.

Depois disso foi só monta as bolinhas e assar no forno, alcançando almôndegas de sabor diferenciado, mais leves de que as tradicionais feitas com carne de boi.

Para completar, o Monstro adicionou mais um ovo e mais farinha ao que havia sobrado e preparou uma nova refeição com hambúrgueres com os mesmos carne e tempero, servindo com uma salada em um sanduíche dos grandes e dos bons.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Um guisado

Tem quem diga que essa comida é típica de jantar, uma ceia nordestina, mas foi para um almoço desses que o Monstro tem feito com cuidado durante as férias que se comeu uma carne guisada com cuscuz.

Os pedaços de coxão mole foram dourados e cozidos longamente com temperos bem recifenses, como louro, coentro e cominho, além de cheiro verde, pimentão, cebola, cenoura, batata e extrato de tomate. Quando a carne ficou macia, já tinha absorvido bem o sabor dos temperos e reforçado o gosto do caldo que seria sugado pelo cuscuz.

O portuga

É interessante a relação que as pessoa têm com os restaurantes. Quantas vezes aquele que é considerado preferido acaba raramente sendo visitado ? Quem consegue conhecer tantos lugares diferentes e ainda voltar a aqueles de que gosta?

O Monstro voltou há pouco a um dos lugares que acha mais simpáticos em São Paulo, o português Ora Pois!, na Vila Madalena. Era domingo, e havia fila para conseguir mesas às 14h, de tão popular. Seu cardápio é bem tradicional, favorecendo os pratos com bacalhau, e tem preços bastante honestos, não chegando a R$ 40 a porção que serve bem duas pessoas.

Acomodado no bar para esperar por uma mesa, o Monstro começou a refeição com os ótimos bolinhos de bacalhau e com risoles da camarão. Os bolinhos eram pequenos, mas estavam quentes, secos e bastante gostosos. Já os risoles eram menos encantadores, e não chamaram muito a atenção.


Para o almoço, o prato escolhido foi o Bacalhau assado na brasa. Pratos como o peixe acompanhado de natas e o tradicional Gomes de Sá já haviam sido experimentados, e acabaram sendo preteridos em favor da atraente novidade.

A bela posta chega à mesa banhada em azeite e acompanhada de batatas ao murro e “cebolada”, fatias de cebola assadas juntamente com o bacalhau. O peixe estava delicioso, macio, cheio de sabor próprio, simples e forte. Num almoço comum no Ora Pois!, duas pessoas comem até encher gastando menos de R$ 50, cada.

Olha o passarinho

A conversa começou assim: “E o que vai ser o acompanhamento, só maçã?”. E terminou assim: “Essas maçãs estão deliciosas”. Mais um preconceito da esposa que o Monstro derruba na cozinha.

É que o jantar acabava de ser perdizes assadas em redução de porto com foie gras acompanhadas de fatias de maçãs caramelizadas ao forno: um espetáculo.

O tamanho das perdizes compradas para o primeiro jantar do Monstro em sua cozinha desde a volta da última odisséia gastronômica, nos Estados Unidos, foi um tanto frustrante. Ao serem descongeladas para começar o preparo, elas até pareciam codornas de tão pequenas... No fim do jantar, entretanto, os passarinhos de cerca de 300 gramas, cada, foram mais de que satisfatórias.

Primeiro elas foram temperadas levemente com sal e pimenta e depois seladas na assadeira e reservadas. A mesma assadeira recebeu em seguida cebola triturada, alho, vinho do porto e as maçãs fatiadas, para ganharem sabor. Depois de algum tempo, as maçãs foram retiradas do fogo e colocadas na mesma assadeira que as aves.

O caldo que ficou na assadeira ganhou ainda uma boa porção de fígado gordo de pato, para deixar com um sabor ainda mais especial. Este molho foi usado para cobrir as aves, que foram colocadas no forno em recipiente fechado com papel alumínio por cerca de 25 minutos, e depois mais dez descobertos.

A carne das perdizes é macia e tem um sabor suave bem característico. Elas absorveram bem o molho delicado e delicioso, e casaram de forma perfeita com as maçãs macias e levemente doces.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mordidas Políticas 3 – Clichê de despedida

Antes de ir embora dos Estados Unidos, o Monstro não podia deixar de provar um dos maiores clichês do país, o café da manhã naqueles lugares típicos de filmes, em que a garçonete passa enchendo sua xícara de café ralo e sem graça repetidas vezes.

O local escolhido por indicação de amigos que moram na cidade foi o Ohio House Motel, bem no centro da cidade. Pequeno, ele oferece diferentes tipos de sanduíches, ovos, bacon e panquecas.

Faminto, escolheu um especial do dia: Duas panquecas, ovo frito, bacon e sausage patties, pequenos hambúrgueres de lingüiça. O bacon vem sequinho e crocante, as panquecas são aeradas, leves e gostosas e os patties têm gosto forte. Não é nada light, mas acaba servindo quase como um almoço, se for um café da manhã tardio. Melhor que custa pouco, o prato companhado de café com refill infinito custa cerca de US$ 7.

Mordidas Políticas 3 – Torta de pizza

A última parada da viagem do Monstro pelos Estados Unidos foi em Chicago, Illinois, berço político do então candidato favorito, atual presidente eleito do país, Barack Obama. Na cidade, a correria evitou maiores experimentos gastronômicos, mas não permitiu que se deixasse de lado um dos símbolos dela: a pizza.

Pizza por ali não é nada do que podem pensar os tradicionalistas. Nada de massa bem trabalhada na mão, forno a lenha ou temperos delicados, o negócio aqui é peso. Conhecida por seu “deep dish”, prato fundo, ela lembra uma quiche, pois tem um formato de torta e uma massa mais seca, que também cobre o recheio.

Por falar em recheio, quem não gosta de queijo deve ficar longe delas, pois parecem ter uma tonelada de muçarela derretida. Apesar de completamente diferente, o sabor é muito bom, intenso, com um forte contraste entre o molho de tomate com sabor pouco natural e a grande quantidade de queijo.

Esta que o Monstro experimentou foi de um dos locais mais conhecidos de Chicago, o Giordano’s, que fica no centro da cidade. Essa daí, que dá pra mais de três pessoas se empanturrarem, custa cerca de US$ 14.

Mordidas Políticas 3 – Peixe

Mais do Max & Erma's, restaurante de Casual dinner sobre o qual o Monstro falou no hambúrguer aqui embaixo. Como ficava ao lado do hotel, ele voltou lá na última noite antes de ir embora, dessa vez em busca de uma comida mais caseira.

Não resistiu, entretanto, e pediu para provar as chamadas de “famosas” potato skins. Cascas de batata recheadas com bacon e queijo e assadas no forno. Macias, e muito saborosas, apesar de serem gordura pura.

Em seguida pediu um peixe marinado no limão. É frustrante como os norte-americanos conseguem dar um tom artificial a algumas comidas. O peixe era um pedaço perfeito em seu desenho, mas completamente sem graça no gosto.

Mordidas Políticas 3 – Pão-pizza

Poucos programas turísticos atraem tanto o Monstro quanto mercados populares. Encantadores em São Paulo e na França, por exemplo, eles têm um perfil diferente nos Estados Unidos, pois mesmo lá há mais ofertas de produtos prontos e industrializados de que naturais.

Pelo menos foi isso que viu no North Market, lugar centenário no centro de Columbus, capital de Ohio. Fundado em 1876, ele oferece comidas pré-prontas, de fácil manuseio doméstico, prontas para consumo ou enlatadas. Claro que também há frutas e verduras, mas o maior número é de pizzas, sanduíches ou carnes já temperadas.

Sem acesso a uma cozinha, o Monstro aproveitou para almoçar um pão de forno recheado com finas fatias de pepperoni (US$ 6). Com um tempero semelhante ao de uma pizza, ele estava quente, muito gostoso e pesado, valendo por uma refeição.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mordidas políticas 3 - Outro hambúrguer

Na terra do hambúrguer, o Monstro não ia experimentar apenas um. Depois do "melhor texano", decidiu experimentar, já em Columbus, Ohio, o sanduíche "sério" oferecido pela rede Max & Erma's.

A principal sugestão do cardápio é o "simplesmente delicioso cheeseburger", e foi o que pediu (US$ 11). Veio o sanduíche, aberto, com um enorme pedaço de carne macia, mal passada, muito saborosa, além de salada e queijo.

A rede de casual dinner está espalhada pelos EUA, mas surgiu na capital do estado que se diz o "coração da América", em 1972. Ela faz hambúrgueres "gourmet" bem melhores que as que já vieram parar em São Paulo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mordidas políticas 3 - Pântano da Louisiana

Inspirado pelos pântanos que cercam a cidade de Nova Orleans na Louisiana, o Monstro partiu para seu último almoço a cidade em busca de uma receita típica de jacaré, bem, alligator, na verdade. Apesar de ver alguns anúncios de restaurantes “pega-turista”, conseguiu seguir a recomendação do jornal local “Timas Picayune”, e encontrou o réptil no cardápio de um restaurante apontado como um dos melhores da cidade pela crítica local.

Ao chegar ao restaurante Cochon, o problema foi escolher a refeição em um cardápio tão interessante. Como o objetivo era ir atrás do jacaré, pediu um pequeno prato deles empanados com um aioli de chili e alho (US$ 10). A casca crocante tinha um sabor intenso e apimentado, e a carne macia com um sabor característico.


Já que o prato era assumidamente pequeno, como uma entrada, pediu também uma pequena porção de ostras assadas no forno a lenha (US$ 11). Essas vieram com um molho forte, apimentado, mas muito bom. Não tão surpreendentes quanto as do churrasco do Drago’s, mas ainda ótimas.

Mordidas políticas 3 - Café com bolinho

Qualquer roteiro turístico para a cidade de Nova Orleans vai recomendar que se faça um desjejum no Café du Monde do mercado francês. A sugestão é experimentar o café au lait acompanhado por uma porção de beignets, uma receita francesa para os tradicionais donuts norte-americanos.

A diferença básica do beignet é que ele é quadrado, mas a receita de um bolinho de massa frito em óleo é bem semelhante. Diferentemente das rosquinhas a la Homer Simpson, os beignets também não são recheados, e recebem apenas açúcar polvilhado como cobertura.

Já era o último dia na cidade quando o Monstro finalmente conseguiu provar a iguaria. Em vez de ir ao restaurante do mercado, que já tinha visto lotado por suas vezes, preferiu tentar o do Riverwalk, pequeno shopping center em frente ao rio Mississippi.

Apesar de o café, como todos os café provados no país, ser decepcionante, o bolinho é interessante. Ao contrário da impressão que a imegam pode dar, o açúcar que cobre ele é muito pouco doce, o que não o torna enjoativo, e faz com que seja um ótimo acompanhamento para o café com leite. A porção de três bolinhos mais o café sai por menos de US$ 5.

Mordidas políticas 3 - Gastrossexualismo

Em Nova Orleans, os gastrossexuais já inspiram moda

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mordidas políticas 3 - Pobreza farta

Nova Orleans é uma das cidades mais pobres dos Estados Unidos, mas tem uma das culinárias mais ricas do país. Até mesmo quando fala em pobreza, demonstra fartura.

Uma vez que a principal refeição do dia por lá é o jantar, no almoço, sanduíches fazem as vezes de almoço, e fazem com estilo. Só nessa parte do país se encontram os típicos po’boys, sanduíche que tira seu nome da expressão poor boy – pobre garoto. Na prática, ele pode ter de tudo dentro, mas o mais comum é ter mais frutos do mar empanados, além de salada e maionese.

O Monstro experimentou um assim. Tinha ostras e camarões empanados e fritos, sequinhos, além de molho, alface e tomate, num pão que se propõe francês, mas mais parece uma ciabatta italiana (custou US$ 11). Outras versões podem levar mais ingredientes, ficar maiores, mais variadas.

Mordidas políticas 3 - Pitus cajuns

É na Louisiana, sul dos Estados Unidos, que mais são pescados os frutos do mar que abastecem todo o país. Grande produtor, é natural que o Estado também se torne um dos principais consumidores, e os frutos do mar são base das culinárias cajun e creole, uma mistura de tradições francesas, norte-americanas, espanholas e africanas.

Além de camarões e ostras, na Louisiana são produzidos quase todos os crawfish, crustáceos como lagostins, ou pitus, maiores que camarões e menores que lagosta. Deliciosos, eles estão em cardápios espalhados por tada a Nova Orleans.

A forma mais comum foi a que o Monstro comeu pela primeira vez, ainda no primeiro dia na cidade, no restaurante Chartres House, no quarteirão francês de Nova Orleans. Eram crawfishes empanados e fritos, acompanhados de gumbo, um caldo grosso de frutos do mar com quiabo, de sabor muito forte, que simbolizam a culinária cajun. Apesar de saboroso, o prato não é exatamente de fácil digestão, e pode pesar no estômago se comido à noite.