Experiências com as quatro melhores coisas da vida: Comer e Viajar

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Restaurantes bizarros

A lista abaixo é do Odee, um site especializado em fazer rankings de bizarrices. Estes são os dez restaurantes mais bizarros do mundo:

10 – Restaurante médico
Depois de ser tratado em um hospital, o dono do D.S. Music, em Taipei, Taiwan achou que o local daria um bom tema para um restaurante. Aqui as garçonetes se vestem de enfermeiras, os clientes podem se sentar em cadeiras de rodas, e há bolsas de soro com bebidas.

9 – Restaurante da camisinha (foto ao lado)
"Repolhos e camisinhas” é o nome deste restaurante tailandês que é todo decorado com preservativos.

8 – Debaixo d’água
Eet-ha, que significa pérola, fica cinco metros abaixo do nível do mar no hotel Hilton das Maldivas. Os comensais têm uma visão panorâmica da vida marinha do local.

7 – Robôs
Este restaurante chinês não é temático, mas ganhou o apelido de restaurante do casal robô depois que os clientes perceberam que o casal que coordena a casa nunca descansa. Acontece que na verdade são dois casais de gêmeos, que se confundem aos olhos dos clientes.

6 – Comida de cadeia
O restaurante que fica dentro da prisão de segurança máxima Fortezza Medicea, na Itália, se tornou tão popular que acabou virando uma cadeia de restaurantes (com perdão do trocadilho). Enquanto um preso por assassinato toca piano, os clientes jantam numa sala totalmente fechada e protegida por seguranças.

5 – Cemitério
O restaurante "New Lucky", em Ahmadabad, Índia é famoso pelos túmulos que separam as mesas no salão. O local foi construído sobre um antigo cemitério muçulmano, e isso não aprece assustar os clientes.

4 – Na escuridão
Localizado em Pequim, este foi o primeiro restaurante especializado em servir comida às escuras. Os clientes não vêm absolutamente nada, e a promessa é que isso ajudaria a sentir prazeres diferenciados.

3 – No céu
“Jantar no céu” é um restaurante belga que serve refeições a quase 50 metros de altura. Mas não é a cobertura de um prédio, a mesa para 22 pessoas é elevada a cada jantar.

2 – Banheiro (foto do meio)
Marton, em Kaohsiung, Taiwan começou com a estranha idéia de que alguém pode achar apetitoso se servir de comida diretamente de um vaso sanitário. O local é temático de banheiro, e vai além da decoração até à forma como as pessoas comem. A comida pode até ser boa, mas o serviço é de tirar qualquer vontade de comer.

1 – Canibal (foto ao lado)
O que poderia ser mais bizarro de que se servir de dentro de uma boneca que imita um corpo humano? No "Nyotaimori" (que significa prato do corpo feminine), os sushis são servidos dentro de um corpo, como se numa mesa de operações. Cada cliente pode “abrir” a mulher onde quiser, e se servir do que achar dentro dela. Para completar a bizarrice, o corpo sangra quando cortado, e há “órgãos” dentro dele.

Alguém se habilita?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Peixe recheado

Uma das belíssimas trutas inteiras vendidas nesta terça-feira no hortifruti de Higienópolis acabou no forno do Monstro. Com 800 gramas, ela custou R$ 16, foi recheada com camarões e castanhas do Pará num jantar totalmente fora de série.

O primeiro passo foi preparar o recheio. 300 gramas de camarões médio foram refogados com azeite e ervas de Provence, ganhando um pouco de vinho tinto no final do cozimento. Depois de prontos, eles foram descascados e voltaram para o que havia sobrado do molho, para depois ganhar castanhas trituradas, formando algo que se assemelhava a uma farofa.

Depois foi só pegar o peixe, lavar, temperar com sal e pimenta do reino e rechear. Aí ele foi para uma assadeira forrada com manteiga, e ganhou cobertura de manteiga e de mais castanhas do Pará trituradas num pilão.

Coberto com papel alumínio, ficou no forno por 45 minutos, e depois por mais 10 minutos aberto, para dourar e deixar as castanhas ainda mais crocantes. Com pouco tempero, o peixe absorveu bem o sabor do camarão e da castanha, mas continuou suave e numa textura deliciosa.



Para acompanhar, a grande decepção. Quenelles enlatados, trazidos da França, com molho nantua. Estes bolinhos cozidos, que quando bem preparados lembram um nhoque grande, estavam com uma textura péssima, e o molho de crustáceos com sabor forte de conservante. Acabou sendo deixado de lado em favor do peixe, que estava sensacional e não precisava de mais nada.

X-bacon de peixe

É preciso muita coragem para pegar um belo pedaço de filé de salmão e jogar num processador de alimentos. Com muita ousadia, o Monstro o fez em sua cozinha para tentar um novo e diferente prato com o peixe vermelho: hambúrguer.

Nos supermercados há medalhões de peixe vendidos como se fossem o recheio deste sanduíche, mas não é exatamente assim de funciona. Para preparar ele em casa é preciso seguir uma receita que inclui mais que apenas peixe e pão.

Depois de pesquisar várias alternativas na internet, o Monstro chegou a seu método, que é quase um X-bacon de peixe: para começar, o peixe é separado da pele. O primeiro vai virar hambúrguer e o segundo, bacon. A carne é triturada no processador, junto com meia cebola.
Depois acrescentam-se temperos básicos (sal, pimenta do reino e ervas a gosto), mostarda dijon e farinha de pão (ou de rosca), até chegar a uma consistência que possa ser moldada no formato tradicional de hambúrguer. Depois é para deixar a carne descanasndo na geladeira por uma meia hora antes de assar.

Aí vem a criação monstruosa. Em vez de se livrar da pele do salmão, o Monstro lembrou de belos sushis de salmão skin comidos no Lika, e pensou que isso poderia acompanhar muito bem o sanduíche. Em vez de fritar em imersão de óleo, o Monstro temperou as peles com sal, pimenta e azeite e jogou na frigideira para ficar um bom tempo até ficar crocante e sequinha dos dois lados.


Foi nesta mesma frigideira, já “temperada” com as peles, que o hambúrguer de salmão foi assado, dos dois lados, mas sem ressecar, deixando o interior suculento. Na hora de montar foi só colocar um sobre o outro dentro de um pão também grelhado, junto com uma salada e com maionese caseira: sucesso absoluto.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Café Colômbia

O Monstro trouxe um certo pó diretamente da Colômbia. Nada ilegal responsável pelo segundo tipo de viagem possível no duplo sentido, entretanto, mas apenas massa pré-pronta para poder preparar em casa as tradicionais arepas populares no país e na Venezuela.

Preparada com milho, ela é quase como um pão assado numa grelha, e de fato substitui o preparado de trigo. Sem uma grelha, o Monstro apelou para a frigideira levemente untada com manteiga.

Uma xícara do pó é misturada a uma e meia de água com sal e queijo ralado (o Monstro usou muçarela (com cedilha mesmo, só pra provocar). Tudo é mexido e descansa por alguns minutos. Depois é só montar os discos e assar, por cerca de 5 a 10 minutos.

O resultado é uma ótima relação trabalho benefício, pois é simples e delicioso. Como o Monstro falou quando experimentou a iguaria pela primeira vez, há algo do cuscus nordestino na arepa, pela presença do milho, mas ela se diferencia e acaba sendo algo completamente exclusivo da culinária andina.

Há, e teve como companhia um belo café preparado com outro pó colombiano, o Juan Valdez.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

What would Jesus do for bacon?

Se tem uma coisa que deixa o Monstro chocado são os vegetarianos. Mas ele não é contra os vegetais, afinal “eles são ótimos acompanhamentos para pedaços suculentos de carne”.

A frase é da Avsme, um grupo criado na internet para pessoas que, como o autor deste blog, não entendem o que levaria alguém em sã consciência a abdicar de uma enorme variedade de comidas deliciosas que envolvem cortes de carne das mais variadas? É quase tão louco quanto os religiosos que abdicam de sexo.

Bem-vindos à Sociedade Anti-Vegetariana de Comedores de Carne (Anti-Vegetarian Society of Meat Eaters), grupo que vai defender o direito dos onívoros contra os radicais islâmic, ops, vegetarianos.

Como já disse em outra ocasião: “Se a forma como o animal é tratado leva a diferenças no sabor, o tratamento tem que seguir este padrão. Seja assim com o fígado de ganso - quando algum animal precisar sofrer um pouco mais que o normal para desenvolver experiências marcantes na gastronomia - ou no caso do Wagyu - o gado japonês que bebe cerveja, ouve música clássica e recebe massagens.”

Para completar, o site da Avsme tem camisetas com frases sensacionais como:

- "Salve um melão, coma um vegetariano"

- "Quando cientistas vegans inventarem vegetais com gosto de carne, nós conversamos"

- "Eu não escalei meu caminho na cadeia alimentar para poder comer vegetais"

- "Vegetais não têm sequer a chance de fugir"

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Comer e comer

A descrição estava ali ao lado, no perfil do Monstro, desde o lançamento do blog, há quase um ano: “Cozinha por hobby e como arma de bajulação da esposa”. Só agora, entretanto, fazer isso ganhou um nome.

Surge o gastrossexual.

O termo foi cunhado em meio a uma crescente presença masculina na cozinha, e vem junto com a justificativa por essa presença: Não é um hobby, não é por obrigação, é pra pegar mulher...

O jornal britânico “Daily Mail” dedicou uma longa reportagem ao tema, e diz que saber cozinhar se junta a beleza, sucesso, status, personalidade e dinheiro como um fatores que atraem as mulheres. (Quem falou dinheiro foram eles, não o Monstro).

Segundo um estudo citado pela publicação, 48% das mulheres disseram que saber cozinhar fazia o homem ser mais atraente.

Todo mundo nu

A nova tendência da gastronomia nova-iorquina não está nos cardápios, mas nas roupas que os clientes usam. Ou não usam.

Segundo uma reportagem do jornal “New York Post”, o verão norte-americano está incentivando as práticas nudistas na cidade, inclusive nos restaurantes.

“Ficamos mais confortáveis nus”, disse John Ordover ao jornal. Ele é quem aluga os locais comuns que são usados para festas com o código de vestimenta estrito – ninguém veste nada.

Cada um desses encontros costuma juntar 50 pessoas, e o mote das refeições é “nada de sopa quente”.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Wererabbit, o coelho gigante

Eles já foram considerados uma peste, que atacava e destruía as plantações. Bendito seja quem descobriu que os coelhos podem ser deliciosos, se bem preparados.

Fazia mais de um mês, mas finalmente o Monstro teve um dia inteiro para se dedicar a sua própria comida. No domingo, depois de comprar e descongelar um coelho gigante de quase três quilos (R$ 34), ele correu para temperar logo cedo, para deixar marinando e depois assar longamente.

O primeiro passo foi temperar o bicho com tomilho e manjericão frescos, alho, cebola, cenoura e vinho branco. Como havia muitas ervas, boa parte delas foi usada para rechear o coelhinho, junto com alho e cebola, ajudando a dar ainda mais sabor à carne.

Quando ele foi para o forno, começou a brincadeira de esperar. Para começar, uma garrafa de Cava, o champagne espanhol, rosé brut. O Monstro encontrou esta ótima alternativa ao espumante francês no free shop a um preço bem acessível. Três garrafas custavam R$ 37 dólares e ainda davam de brinde duas taças... Considerando que a Veuve Clicquot custava 54 uma única garrafa, ele se deixou levar pela quantidade. E não se decepcionou, já que, bem gelada, a bebida estava seca, saborosa e bem leve para um domingo atípico de inverno, de muito calor.

Além da bebida, o chef aproveitou o pacote de vísceras que acompanhava o animal congelado para fazer uma entrada. A exemplo do prato de fressure de carneiro que comeu no Baratin, o aclamado restaurante de Belleville, em Paris, ele resolveu preparar um prato das vísceras refogadas.

Havia coração, rim e fígado, entre o que era facilmente identificável. O monstro jogou tudo na frigideira quente com azeite, com bastante alho e tomilho, e deixou chapear a carne. Quando ela já parecia cozida, jogou um bom gole de vinho tinto (o francês usava balsâmico, mas a esposa não é fã) e deixou reduzindo até a hora de servir. As carnes estavam leves, mas muito saborosas, sem deixar nada do ranço que vísceras podem ter.

Além dessa entrada, servida com pão, o Monstro preparou ainda uma receita de alho assado que já tinha muita vontade de experimentar. Nada há de mais simples, já que o alho é partido ao meio, coberto de azeite e colocado no forno. O Monstro deixou 45 minutos em fogo baixo, e acha que poderia ter sido mais tempo. O alho fica com um sabor suave e uma textura cremosa, podendo ser comido como acompanhamento, ou com pão. O azeite em que ele é cozido também fica muito saboroso.

Só depois disso tudo veio o coelho. Ele ficou 2h30 no forno em fogo baixo e coberto com papel alumínio até que foi aberto, recebeu uma bela pincelada de mostarda com azeite e ficou mais uma hora assando, sendo regado com o molho, até que ficou num ponto excelente.

A carne ficou muito macia e com sabor acentuado das ervas e temperos, já que coelho é um animal de sabor suave e delicado, que não disputa a atenção, mas se complementa bem com temperos. Ele foi servido sem nada além dos legumes em que foi cozido e de pão, já que era um bicho inteiro para duas pessoas, que vão passar o resto da semana comendo sobras do domingo.

Café de rico

Deve ser o cafezinho mais caro vendido no Brasil. Um espresso custa R$ 4,50, tomar café da manhã sai por, no mínimo, R$ 18 por pessoa, e dá direito apenas a uma pequena sexta com seis pãezinhos e um pouco de manteiga, geléia e cream cheese.

Mesmo assim é bom. O espresso Nespresso é um dos melhores que o Monstro já provou, o capuccino (R$ 8) e o latte (R$ 6,50) também estavam excelentes, e todos os pãezinhos, bem frescos. Além disso, o croissant e o pain au chocolat eram à francesa, aerados e amanteigados, bem diferentes dos que se encontram na maioria das padarias.

O café da manhã na boutique Nespresso, nos jardins é caro (R$ 56 para duas pessoas) e não vai se tornar freqüente, mas foi uma ótima experiência.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

X-burguer da alta gastronomia


Na mesma semana em que o “New York Times” revela que o prato norte-americano por excelência está conquistando o reino gourmet da França, o Monstro experimentou uma variação do hambúrguer em alta gastronomia.

Era um almoço no restaurante Baden Baden em Campos do Jordão, onde passava o dia. O prato aparecia com foto no cardápio (por R$ 19), e atraía sempre que passava para ser servido em outras mesas. Era um hambúrguer diferente.

Em primeiro lugar, era servido em massa folhada, quase como uma grande vol au vent. Além disso, ele vinha cortado em quatro pedaçoes, e era coberto com um creme de queijo semelhante ao fondue, e algumas folhas verdes.

A carne não estava tão sensacional quanto pedia uma receita tão bem bolada, mas o molho de queijo estava completando muito bem o sabor, e a massa folhada também valia mais de que qualquer pão com gergelim.

Na reportagem do jornal norte-americano, o foco era o desenvolvimento de novas receitas usando a idéia do bife redondo de carne moída. Segundo o texto, alguns dos principais chefs franceses estão empenhados em criar novos sanduíches, reelaborando receitas tradicionais.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sopa no topo do mundo

Muito acima do que acontece nas padarias paulistanas durante o inverno, em qualidade, preço e altura propriamente dita, o Terraço Itália agora também tem um buffet de sopas para combater o frio que chega à cidade.

O Monstro subiu os 42 andares do bar que fica no centro da cidade na noite de quinta e pagou R$ 42 pelo jantar. De cima, uma vista panorâmica da cidade, mesa de frios e quatro excelentes caldos para serem tomados à vontade.

O Monstro começou pela de descrição mais atraente: bisque de camarão com capeleti de lula. Caldo consistente e suave, com camarões de tamanho médio em boa quantidade e com a massa, que não se destacava pelo sabor de lula.

Depois tomou ainda um pouco da sopa de cebola, esta assim, muito acima do sabor de sopas de cebolas que se encontram por aí.

Não é algo para todos os dias, mas sem dúvida um jantar tão espetacular quanto a vista.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Starbucks latino

A estrutura da loja, os produtos em oferta, a forma de atendimento e a apresentação do pedido, tudo é exatamente igual ao que acontece no Starbucks, a rede multinacional de café fast food com origem nos Estados Unidos. A diferença é que o café da rede colombiana Juan Valdez é de “origem controlada”, e se propõe "o melhor café do mundo".

O Monstro se decepcionou pelo formato, mas o café colombiano realmente é muito saboroso. O experimentado em uma das lojas da rede foi o capuccino grande, que custa pouco mais de R$ 3 e é gigantesco.

A rede de cafés é de propriedade da federação nacional de cafeicultores da Colômbia, e foi criada para promover os grãos produzidos na região, que são conhecidos por sua excelente qualidade. O personagem Juan Valdez, que simboliza esta produção nacional de café, foi criado em 1959 e hoje é dá nome a 121 lojas, sendo 99 no próprio país e as outras espalhadas pelo mundo.
Não é em qualquer esquina de Bogotá, ou qualquer outra cidade colombiana, que se toma café de excelente qualidade, entretanto. Em muitos estabelecimentos o café é feito de forma caseira, em vez de em formato espresso, e não costuma se destacar por um excelente sabor. É provável que haja lugares até melhores de que o Juan Valdez, mas para quem fica pouco tempo no país, a alternativa não faz feio em nome da produção nacional de café.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Demasiado raro

Em Bogotá, o Monstro foi almoçar um dia no hotel, leu o cardápio e cedeu à curiosidade. O menu falava em lomito de res con langostins, filé mignon com camarões. Sem nunca ter visto nada semelhante, o Monstro arriscou.

O prato vinha com um medalhão de filé mignon assado na chapa com duas perfurações laterais onde haviam sido enfiados dois grandes camarões. Não bastasse este preparo “novo” para o Monstro, a carne veio coberta com molho de camarão.

Ta certo que, isolados, ambos eram muito saborosos, mas juntos, acabavam disputando muito a atenção e não formando um conjunto consistente. O camarão perdia em força para a carne e ficava como um sabor mais distante, especialmente quando era só o molho que acompanhava o filé.

Foi interessante, saboroso de uma forma nova, mas nada que faça o cérebro vibrar de prazer gastronômico. Tanto a carne quanto o camarão poderiam ter sido mais valorizados de forma isolada, sem brigar pelas papilas gustativas.

Bananas verdes fritas

Tão comum no Brasil, a banana tem um uso diferente na cozinha de muitos dos nossos vizinhos. Depois de conhecer a “especialidade” na Venezuela, quando não sabia exatamente do que se tratava, se confundiu no idioma e pensou que fosse algo como uma batata doce, o Monstro voltou a encarar o plátano na visita à Colômbia.

A primeira vez foi num jantar no centro comercial Hacienda Santa Bárbara, um shopping construído numa antiga fazenda da zona norte de Bogotá. Foi lá, num fast food, que o Monstro experimentou o primeiro Patacón, um disco de banana verde frita.

Na versão deste jantar, o patacón faz as vezes de prato para uma combinação de um típico arroz com coco queimado e camarões médios cozidos, com um pouquinho de creme de leite. A bana frita estava bem crocante, e o arroz com um gosto agradável de coco, mas os camarões não se destacavam tanto.

No dia seguinte, no hotel, o Monstro voltou a comer patacón, mas desta vez em discos mais grossos e consistentes, lembrando uma batata frita até mesmo no sabor.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Mordidas políticas 2

Direto de Bogotá, na Colômbia, e o Monstro começa a se especializar em experimentar pratos da culinária latino-americana (depois do political bites parte 1, na Venezuela e uma visita à Bolívia antes do nascimeto do Diário).

Logo no primeiro dia, no quarto do hotel Dann, no norte da capital colombiana, já experimentou a "sopinha light", que é especialidade do país: Ajiaco Santaferreño.

É uma sopa de diferentes tipos de batatas, com pedaços de frango, milho, ervilha, formando um creme grosso e de sabor simples e muito bom. Vem acompanhada de arroz, abacate e milho, e formam uma refeição tão pesada que faz a idéia de sopinha leve ser esquecida.